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Doze Blu-rays para 2012

09:44 José Guilherme Wasner Machado 4 Comentários Categoria: , , ,


Como fiz no ano passado, segue a minha "lista de desejos" para lançamentos em blu-ray em 2012. Não que eu esteja muito otimista. Dos filmes desejados para 2011, apenas metade foi lançada na região A (que inclui o Brasil). Espero melhor sorte para o próximo ano. Ressalto que o texto abaixo não tem pretensão de resenha. Afinal, sou apenas um cinéfilo, e não um crítico cinematográfico! Apenas exponho minha motivação para cada "desejo", junto com uma sinopse resumida. Não que a maioria deles necessite de alguma apresentação. Lembro ainda que essa não é uma "relação de melhores filmes", mas apenas uma relação de filmes que EU gostaria de ver em blu-ray. Sejam "bons" ou "ruins". Recomendo também que dêem uma olhada nos títulos do ano anterior.

Em tempo, depois de escrever o artigo descobri que alguns dos filmes listados já foram lançados em blu-ray. Indicarei isso quando for o caso.

Vamos lá?

Titanic (Titanic, 1997)

Transatlântico rotulado como "inafundável" navega célere em direção a um iceberg disposto a desmenti-lo. A bordo, uma garota, inconformada com os grilhões da alta sociedade, encontra rapaz que pode ajudá-la a se libertar. Conseguirão ambos sobreviver à tragédia que se aproxima? Ou virarão todos comida de peixe? Titanic é superlativo em todos os sentidos. Foi o filme mais caro da história do cinema, na época em que foi lançado. Foi também o de maior bilheteria, o primeiro a ultrapassar a marca de um bilhão de dólares (alcançou, no final, quase o dobro disso). Recebeu nada menos do que catorze indicações ao Oscar, dos quais garfou onze, entre eles o de melhor filme e melhor diretor. E é realmente um filmaço, embora não desprovido de defeitos. Ele não consegue escapar de alguns momentos piegas (o final é particularmente imbecil, na minha opinião), e essas passagens, ainda que minoria, são destacadas pela trilha sonora para lá de melosa. Sem falar na insuportável música-tema cantada por Céline Dion. Céline bem que poderia ter afundado junto com o Titanic. Para piorar a situação, o filme foi eleito o queridinho das adolescentes românticas da época, que lotaram repetidamente os cinemas, de forma quase maníaca, a suspirar por Leonardo DiCaprio. Acho que vem daí a rejeição do público masculino ao ator e, por extensão, ao filme. É uma puta injustiça. Titanic não é Crepúsculo e DiCaprio não é "vampiro purpurina". Mas não teve jeito. O ator acabou rotulado, e muitos anos se passaram antes que sua competência fosse finalmente reconhecida mesmo pelos mais empedernidos detratores. Quem relevar esses problemas irá encontrar em Titanic um excelente passatempo e um cinemão de primeira. O filme é muito bem produzido e dirigido, consegue manter o interesse do espectador do início até o fim das suas mais de três horas de duração e é um feito técnico impressionante. Material ideal para um blu-ray memorável.

A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953)

Jovem princesa (Audrey Hepburn, no auge de sua beleza) resolve aproveitar sua passagem por Roma para escapulir secretamente do chatíssimo cerimonial. Andando pela cidade, acaba trombando com um malemolente repórter americano (Gregory Peck), que lhe presta socorro. Resolvem então aproveitar o dia juntos, mas a diferença de posição social sempre estará entre eles. Comédia romântica por excelência, Roman Holiday é um delicioso tour por Roma, através dos olhos de um dos casais mais carismáticos que já passaram pelo cinema. Um filme encantador, que deixará o espectador sorrindo de orelha a orelha. Para aqueles que não puderam assistir essa pequena obra-prima na tela grande (eu, por exemplo), o blu-ray será a oportunidade de ouro para admirar a sua bela fotografia em preto e branco, os cenários históricos da capital italiana e, não menos importante, a graciosidade e elegância da inesquecível Audrey Hepburn.

Tubarão (Jaws, 1975)

Gigantesco tubarão resolve tocar o terror numa pacífica comunidade turística. Eliminá-lo pode se revelar uma tarefa impossível. Depois de assistir a esse impressionante clássico do terror, não foram poucos os que perderam a coragem de entrar no mar. O filme deslanchou de vez a carreira do então promissor Steven Spielberg, que na ocasião ainda tinha colhão para levar suas histórias até as últimas consequências. Mesmo tendo se passado quase quatro décadas desde então, o filme não perdeu nada do seu impacto, graças ao uso inteligente dos limitados efeitos especiais disponíveis na época, e de uma direção que sabia explorar magistralmente os nossos medos ancestrais. Tubarão merece uma edição caprichadíssima em blu-ray que, espero, traga muitos documentários sobre os bastidores dessa icônica produção.

A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, 1988)


Engana-se redondamente quem pensa que A Última Tentação de Cristo é  um daqueles épicos exagerados e indigestos para qualquer um que não seja muito religioso. Cinéfilos, independente de suas crenças ou descrenças, merecem se dar a chance de assistir a essa brilhante obra do diretor Martin Scorsese. Com roteiro de Paul Schrader, baseado no livro homônimo de Nikos Kazantzakis, o filme aborda de forma ousada e pouco usual a vida de Jesus, figura central da fé cristã. Como era de se esperar, causou enorme controvérsia. Chegou mesmo a ser censurado e proibido em diversos países. O motivo de tanto alvoroço são algumas passagens que retratam um possível relacionamento amoroso/sexual entre Jesus e Maria Madalena. O filme retrata ainda uma dinâmica entre o profeta e seu apóstolo (e futuro traidor) Judas Iscariotes muito diversa daquela contida no "cânone oficial". Não posso entrar em detalhes sem revelar sérios spoilers. Basta dizer que foi o suficiente para a Igreja ficar roxa e dar chilique, aos gritos de "heresia". Sim, a velha rotina de sempre. E muito barulho por nada, se querem minha opinião. O filme não deixa em nenhum momento de ser reverente e respeitoso à história de Jesus, retratado aqui de uma forma muito mais humana do que divina, algo que só tende a enobrecer o personagem. Essa certamente deve ter sido a principal motivação de Scorsese (ele próprio um cristão devoto) quando decidiu adaptar o livro de Kazantzakis. É um filme poderoso, com uma atmosfera perturbadora em alguns momentos, e que foge totalmente do tratamento convencional que se vê em produções do gênero. Ateu ou não, seja um bom cinéfilo e assista.

Obs: esse filme foi lançado em blu-ray. Melhor ainda, em uma edição da Criterion.

Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution, 1957)

Famoso advogado, com a saúde debilitada e prestes a se aposentar, resolve, inesperadamente, defender um réu em cuja inocência ninguém acredita. Envolvente drama de tribunal, com humor aguçado e um final surpreendente, baseado em peça teatral de Agatha Christie, a inconfundível "Rainha do Crime". Mas o filme não seria tão memorável se não fosse o brilhante desempenho do trio central. Tyrone Power interpreta o réu, um sujeito esperto demais para o próprio bem, e que pode ou não ser culpado de um terrível assassinato. A veneranda Marlene Dietrich interpreta sua enigmática esposa, figura chave para inocentar ou condenar o marido à forca. Charles Laughton, por sua vez, encarna com maestria o advogado de defesa, numa ingrata missão que parece, desde o início, condenada ao fracasso. A direção é do genial Billy Wilder, de Double Indemnity, Some Like It Hot e outros filmes inesquecíveis. Jamais consegui assistir Testemunha de Acusação com uma boa qualidade de imagem, e torço para que a edição em blu-ray, com o devido restauro dos originais, resolva esse problema,

A Viagem de Chihiro (Spirited Away, 2001)


Uma garotinha, triste por ter de se mudar e assim perder o contato com seus amigos, se vê perdida em um mundo de fantasia repleto de espíritos e fantasmas. Conseguirá ela achar uma saída ou estará condenada a servir eternamente aos seus novos e estranhos mestres? A cada ano que passa, mais me decepciono com os animês japoneses. Clichês e lugares-comuns a rodo, reciclagem ao infinito dos mesmos arquétipos e das mesmas histórias, enfim, é de desanimar. Junte a isso uma "interpretação" (se é que podemos falar de interpretação para um desenho animado) cada vez mais caricata e exagerada - mesmo em produções classificadas como "adultas" - e se torna difícil para qualquer um com mais de catorze anos de idade mental permanecer interessado no gênero. As produções do Estúdio Ghibli e do diretor Hayao Miyazaki são a exceção à regra. E que exceção! Encantadoras, divertidas, perturbadoras, mágicas, poéticas e, em certos momentos, até assustadoras, suas obras deveriam servir de exemplo para os demais criadores japoneses. Infelizmente, não tem sido esse o caso. Mas enquanto houver um Estúdio Ghibli, haverá esperança. A Viagem de Chihiro é um de seus melhores exemplares, e muito merecidamente ganhou o Oscar de animação. Vale uma conferida, a menos que você odeie o gênero. Em blu-ray, sua arte fenomenal terá, finalmente, um veículo à altura. Mal posso esperar para conferir.

Obs: esse filme foi lançado em blu-ray na Holanda.

Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962)

O filme retrata a vida de T. E. Lawrence no período em que viveu na Arábia, durante a primeira guerra mundial, servindo como oficial do exército britânico e elemento de ligação com os aliados árabes, em sua revolta conta os turcos. Controvérsias sobre acuidade histórica à parte, a produção dirigida por David Lean está sempre na relação de melhores filmes de todos os tempos, e é considerada um dos mais belos épicos já realizados. Lawrence da Arábia é uma produção que simplesmente não cabia na telinha. Pobres de nós que nunca pudemos vê-lo no cinema. Só mesmo a qualidade de imagem de um blu-ray e uma TV de no mínimo umas 50 polegadas para fazer novamente justiça a sua fotografia monumental e seus belíssimos panoramas. Espero uma remasterização de primeira e um box caprichadíssimo, nos mesmos moldes de Ben-Hur e de O Mágico de Oz. Seria realmente um dos maiores lançamentos do ano. Senão o maior.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977)

Annie Hall mostra a relação conturbada do neurótico par central vivido por Woody Allen e Diane Keaton, ambos em grande fase de suas carreiras. É considerado por muitos como o melhor filme de Allen (o que já não é pouca coisa) e um dos melhores filmes de todos os tempos. Conquistou os principais Oscar de 1977: melhor filme, direção, roteiro e atriz principal, para Diane Keaton. Está entre os meus dez filmes prediletos, daí ser compreensível a minha ansiedade em vê-lo em Full HD e com sua imagem completamente restaurada. Se você, todavia, não gosta do humor peculiar de Allen, mantenha distância desse aqui. Vá assistir reprises da Escolinha do Professor Raimundo no Canal Viva e seja feliz.

Obs: esse filme já foi lançado em blu-ray.

Morte sobre o Nilo (Death on the Nile, 1978)

Rica herdeira é misteriosamente assassinada em um cruzeiro pelo Nilo. Praticamente todos a bordo tem algum motivo para desejar sua morte. Qual deles é o verdadeiro culpado? O genial detetive belga Hercule Poirot e suas "pequeninas células cinzentas" tentarão encontrar a resposta. Morte Sobre o Nilo é, para mim, a melhor adaptação de um romance de Agatha Christie. Para começar, traz o famoso detetive Poirot em grande forma, por um de seus melhores intérpretes, Peter Ustinov. O ator ainda encarnaria o personagem em outras seis (!) produções. O resto do elenco não fica atrás, com nomes importantes como Maggie Smith, Bette Davis, Angela Lansbury, Mia Farrow e muitos outros, que dão vida a um grupo memorável de suspeitos. Mas um fllme de mistério precisa também de uma boa trama, e a de Morte Sobre o Nilo é particularmente engenhosa e elegante. Espectadores distraídos virão com a velha choradeira de que algumas cartas "foram tiradas da manga no último instante", mas isso não é verdade. Todos os elementos necessários ao esclarecimento da trama estão lá, para quem quiser ver. Bem, se fosse fácil descobrir a verdade, Poirot não seria tão genial, não é mesmo? Para fechar com chave de ouro, a produção ainda conta com excelente fotografia, figurino e trilha sonora.

O Amante (The Lover/L' Amant, 1992)

Na década de 20, no Vietnã, adolescente francesa (a delicinha Jane March), cuja família está à beira da ruína financeira, se envolve sexualmente com um rico herdeiro chinês, prestes a se casar. Baseado em um livro autobiográfico da escritora Marguerite Duras, O Amante está longe de ser uma unanimidade. De fato, recebeu na época muitas resenhas negativas, reclamando principalmente da banalidade e da superficialidade do relacionamento dos protagonistas. De fato, O Amante não é nenhum O Último Tango em Paris ou O Império dos Sentidos. Mas considero algumas das críticas não totalmente justas. Há sim um certo esquematismo e distanciamento na relação entre os dois personagens (cujos nomes nunca são revelados), mas isso em boa parte deriva da forma como ambos enxergam o relacionamento. Eu gosto dessa dinâmica, mas entendo que é uma percepção totalmente pessoal. Aprecio particularmente a atmosfera decadente e suja da Saigon retratada na produção. Enfim, é um daqueles filmes que eu gostaria de ter por motivos totalmente pessoais. Hoje só temos à disposição um DVD de banca cuja qualidade de imagem é particularmente porca. E não vejo muita chance de sair uma edição remasterizada em Full HD, que recupere a belíssima fotografia do filme. Provavelmente será um daqueles blu-rays feitos nas coxas, só para constar do catálogo. Mas a esperança é a última que morre.

OBS: descobri que esse filme foi lançado em blu-ray na Alemanha, mas não tenho maiores informações sobre a qualidade da edição.

Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950)


Cadáver é encontrado boiando na piscina de uma mansão. A partir daí, em flashback, é contada a história do envolvimento de um escritor fracassado com uma esquecida estrela do cinema mudo. Mais um (mais um!) filme do genial diretor Billy Wilder a entrar na minha wishlist (além de Testemunha de Acusação, citado anteriormente, e de Pacto de Sangue, na lista do ano anterior), Sunset Boulevard foi merecidamente indicado para onze Oscar, dos quais ganhou trẽs. Perdeu o Oscar de melhor filme para o extraordinário All About Eve (também na minha lista de 2010), mas esse é um daqueles casos em que perder não é nenhuma vergonha. Foi ainda indicado para melhor ator (William Holden), atriz (Gloria Swanson), ator coadjuvante (Erich von Stroheim) e atriz coadjuvante (Nancy Olson), o que já diz tudo sobre a extraordinária qualidade do elenco. Também foi indicado para o Oscar de melhor diretor (Wilder) e o de roteiro, entre outros de menor monta. Ver Sunset Boulevard restaurado, em Full HD, e numa tela acima de 50", é um sonho para qualquer cinéfilo que se preze. Mais um título que merece um box caprichado, recheado de documentários e extras.

Cosmos (Cosmos, 1980)

Documentário de divulgação científica em 13 episódios, abordando temas como o sistema solar, a evolução, o universo, a relatividade, grandes nomes da física, etc. Lembro como se fosse ontem quando Cosmos passou pela primeira vez na TV brasileira. Eu já era interessado em ciência de modo geral, e astronomia em particular. Mas depois dessa fantástica série, o interesse virou paixão. E eu estava longe de ser um caso especial. Milhões foram igualmente conquistados por essa bela série produzida pelo cientista e escritor Carl Sagan, com sua esposa Ann Druyan. E não é para menos. Sagan consegue falar sobre a ciência de uma forma simples e acessível, mas extremamente cativante. Em muitos momentos, até poética. É simplesmente contagiante o seu amor pelo saber, pelo conhecimento, pela descoberta, pelo raciocínio crítico, pelo questionamento. Cosmos reflete esses sentimentos e nos convida a compartilhar disso. Junte a isso belíssimas tomadas, uma trilha sonora marcante e valores de produção até então inéditos para um documentário científico, e temos uma obra que marcou época e corações. Adoraria ver Cosmos restaurado para blu-ray. E os efeitos especiais, que provavelmente não foram gravados em película, refeitos e aprimorados em alta resolução. Imaginem que legal isso seria, ainda mais se a coleção trouxesse alguns documentários sobre os bastidores da produção, sobre a vida de Carl Sagan, fotos em HD das missões da Nasa, a trilha sonora e, quem sabe, até mesmo o livro homônimo - que reflete, de forma mais detalhada, o conteúdo da série - em formato digital. Não custa sonhar.

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4 comentários

  1. A volta do Depois do Trampo! Clap, clap, clap!
    Ao menos 4 desses lançamentos estao garantidos em 2012.

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  2. Titanic, Tubarão, Lawrence da Arabia, Annie Hall (na verdade esta em pre-venda, nao saiu ainda) já foram confirmados para 2012. Sunset Boulveard me parece que tambem foi anunciado, estou um pouco incerto no caso dele. Pois é, sua lista 2012 esta bem mais promissora, hein?

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  3. Pois é, vamos torcer! Na lista do ano passado, fiquei a ver navios na maioria dos títulos!

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  4. RE: a Viagem de Chiriro - O que vc pede para os animes em geral é algo nobre, embora seja pedir demais,hehehe... Eu ate vejo dificuldades em classificar o classico da ghibli(ou qualquer filme da ghibli, por sinal) como um "anime" visto a sua habilidade em transceder generos e convenções, se tornando uma obra da setima arte. Todos os filmes da Ghibli que eu vi até hoje se equiparam aos classicos da Disney, Pixar entre outras obras japonesas como Ghost in the Shell, Akira,etc... Visto nesse ponto, filmes são basicamente o oposto de jogos: Quanto mais delimitado a um genero um jogo for, maiores as suas chances de ser um classico, e quanto mais "trancendental" o jogo for, mais chances ele tem em ser mediocre de uma forma ou de outra.

    RE: A Ultima tentação de cristo- Cuidado com os julgamentos de valores anacronicos. é facil subir no pedestal da modernidade e criticar os valores de antigamente sem analisar o contexto em si. Não é a toa que no filme ben-hur, Cristo sempre aparecia de costas.

    Agora é torcer para os astecas estarem errados e assistir ao Hobbit na quinzena de dezembro. Até mais...

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